sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
CHÃS - A Capela propriamente dita e um prédio tipo garagem..
| ocultar detalhes 22 Jul (há 6 dias) | |||||||||||||||||||||
Autor: Moisés Espirito Santo
A polémica em torno da velha igreja de Chãs (Regueira de Pontes, Leiria) é uma amostra
da decadência lusa. A lógica é esta: constrói-se um mamarracho, depois deitam-se
abaixo as antigas construções circundantes para lhe dar largueza. Abrem-se estradas e
constrói-se em terrenos agrícolas, depois diz-se que a agricultura é inviável. Destroem-se
as casas para alargar as ruas em função dos automóveis. Destelham-se as antigas mansões senhoriais, fazendo entrar o vento e a chuva, para se justificar a sua demolição. Obstruem-se as fontes
públicas para obrigar os naturais a comprar a água da rede. Projecta-se destruir centenas
de aldeias para fazer passar um TGV Lisboa-Porto (para ganhar só 30 minutos
relativamente à actual linha). Conclusão: percorrendo o País, um estrangeiro dirá que as
aldeias vistas da estrada não têm mais do que 40 anos, quando já existem há mais de
5 mil anos. Tudo arrasado. Em Espanha ou França há conjuntos de casas aldeãs que estão
intactas desde há 600 ou mais anos (o problema é que os portugueses turistas não
analisam, só lá vão pelo lazer). Destrói-se tudo o que lembre o «tempo da miséria»
(como diz o povoléu referindo-se aos pais e avós) - visão de gente alienada, desmiolada,
é o que isso significa.
da decadência lusa. A lógica é esta: constrói-se um mamarracho, depois deitam-se
abaixo as antigas construções circundantes para lhe dar largueza. Abrem-se estradas e
constrói-se em terrenos agrícolas, depois diz-se que a agricultura é inviável. Destroem-se
as casas para alargar as ruas em função dos automóveis. Destelham-se as antigas mansões senhoriais, fazendo entrar o vento e a chuva, para se justificar a sua demolição. Obstruem-se as fontes
públicas para obrigar os naturais a comprar a água da rede. Projecta-se destruir centenas
de aldeias para fazer passar um TGV Lisboa-Porto (para ganhar só 30 minutos
relativamente à actual linha). Conclusão: percorrendo o País, um estrangeiro dirá que as
aldeias vistas da estrada não têm mais do que 40 anos, quando já existem há mais de
5 mil anos. Tudo arrasado. Em Espanha ou França há conjuntos de casas aldeãs que estão
intactas desde há 600 ou mais anos (o problema é que os portugueses turistas não
analisam, só lá vão pelo lazer). Destrói-se tudo o que lembre o «tempo da miséria»
(como diz o povoléu referindo-se aos pais e avós) - visão de gente alienada, desmiolada,
é o que isso significa.
Assim é a capela de Chãs. O pároco construiu com dinheiros do povo um «aborto de igreja»
(em forma de garagem ou de armazém, o que interessa é fazer diferente do «antigamente»)
mas por detrás da antiga. Como a nova ficou encoberta pela velha, propõe agora destruir
a velha para a nova se ver, ganhar largueza e um adro afim de (penso eu, já conheço os
costumes), uma vez por ano, aí organizarem um sarau com uma «banda rock», coristas,
Zé-Café e Guida, Quim Barreiros ou congéneres. É assim que os párocos alinham com
a modernidade. Excitam a vaidade colectiva da aldeia, põem os vizinhos a competir em
ofertas, e aí temos uma «igreja digna». Para a Igreja católica as ideias de reforma,
modernização ou actualização do catolicismo traduzem-se unicamente na construção
de templos vistosos, caríssimos à custa da vaidade das colectividades que, aliás, os
desertificam. A construção de novas igrejas é proporcional à diminuição dos sacramentos.
E a Junta de Freguesia e o vereador da Cultura da Câmara de Leiria juntaram-se ao pároco
para demolir a velha igreja. Santa aliança para a destruição!
(em forma de garagem ou de armazém, o que interessa é fazer diferente do «antigamente»)
mas por detrás da antiga. Como a nova ficou encoberta pela velha, propõe agora destruir
a velha para a nova se ver, ganhar largueza e um adro afim de (penso eu, já conheço os
costumes), uma vez por ano, aí organizarem um sarau com uma «banda rock», coristas,
Zé-Café e Guida, Quim Barreiros ou congéneres. É assim que os párocos alinham com
a modernidade. Excitam a vaidade colectiva da aldeia, põem os vizinhos a competir em
ofertas, e aí temos uma «igreja digna». Para a Igreja católica as ideias de reforma,
modernização ou actualização do catolicismo traduzem-se unicamente na construção
de templos vistosos, caríssimos à custa da vaidade das colectividades que, aliás, os
desertificam. A construção de novas igrejas é proporcional à diminuição dos sacramentos.
E a Junta de Freguesia e o vereador da Cultura da Câmara de Leiria juntaram-se ao pároco
para demolir a velha igreja. Santa aliança para a destruição!
Não haverá em mais parte nenhuma do mundo um lugar onde os autarcas militam ao lado
dos clerigos para demolir uma velha igreja. Vemos no Público de16/7 que a Ordem dos
Arquitectos defende a igreja antiga, «estimável obra de arquitectura, testemunho da
religiosidade do passado» mas, diz o jornalista, «este parecer contraria a vontade da
população que aprovou por unanimidade a demolição da igreja». O pároco defende que
a «diocese também tem arquitectos que são a favor da demolição», que «a igreja não é
constituída por pessoas analfabetas» e ele está «com o povo a 100 por cento». Vamos
por partes: é sintomático que sejam os laicos a defender a memória da «religiosidade
popular» contra os clérigos. Já chegámos a este ponto. Quanto á «unanimidade da
população», é mentira. Por «unanimidade» entender-se-ia «todos os habitantes» da
povoação (que contará 400 fogos), sem faltar uma pessoa, sem um voto contra e sem
uma abstenção. Ora, houve várias reuniões em vários locais para debater o assunto mas
«só lá foram alguns», que não se opuseram embora «ficassem tristes com a ideia»,
dizem-nos localmente. Quer dizer, o pároco entende por «unanimidade» só os que ele
arrebanha (que sejam analfabetos ou letrados é irrelevante). Convoca os adeptos para
o apoiarem... e diz ao público que «está com o povo a 100 por cento». O chefe decide e
o rebanho aprova (com medo de represálias politico-religiosas, serem mal recebidos aos
balcões, perderem um subsídio...). Quem conhece estes chefes que os compre.
dos clerigos para demolir uma velha igreja. Vemos no Público de16/7 que a Ordem dos
Arquitectos defende a igreja antiga, «estimável obra de arquitectura, testemunho da
religiosidade do passado» mas, diz o jornalista, «este parecer contraria a vontade da
população que aprovou por unanimidade a demolição da igreja». O pároco defende que
a «diocese também tem arquitectos que são a favor da demolição», que «a igreja não é
constituída por pessoas analfabetas» e ele está «com o povo a 100 por cento». Vamos
por partes: é sintomático que sejam os laicos a defender a memória da «religiosidade
popular» contra os clérigos. Já chegámos a este ponto. Quanto á «unanimidade da
população», é mentira. Por «unanimidade» entender-se-ia «todos os habitantes» da
povoação (que contará 400 fogos), sem faltar uma pessoa, sem um voto contra e sem
uma abstenção. Ora, houve várias reuniões em vários locais para debater o assunto mas
«só lá foram alguns», que não se opuseram embora «ficassem tristes com a ideia»,
dizem-nos localmente. Quer dizer, o pároco entende por «unanimidade» só os que ele
arrebanha (que sejam analfabetos ou letrados é irrelevante). Convoca os adeptos para
o apoiarem... e diz ao público que «está com o povo a 100 por cento». O chefe decide e
o rebanho aprova (com medo de represálias politico-religiosas, serem mal recebidos aos
balcões, perderem um subsídio...). Quem conhece estes chefes que os compre.
É assim que a memória destes sítios rurais habitados, organizados, laborados e cultuados
desde há mais de 5 mil anos desaparece com o cliché popularucho da «modernidade».
Chãs significa «terras rasas, planas». É o que fazem estes autarcas: em vez de conservar
r e restaurar, arrasam. Contra o «tempo da miséria»? Ora, eles e os políticos que os
cooptaram, com o gastar perdulariamente os dinheiros públicos e privados, é que levaram
à miséria – doravante moderna - em que os portugueses vão entrando... mas empenhados
no bom «look» e na fachada de rico.
desde há mais de 5 mil anos desaparece com o cliché popularucho da «modernidade».
Chãs significa «terras rasas, planas». É o que fazem estes autarcas: em vez de conservar
r e restaurar, arrasam. Contra o «tempo da miséria»? Ora, eles e os políticos que os
cooptaram, com o gastar perdulariamente os dinheiros públicos e privados, é que levaram
à miséria – doravante moderna - em que os portugueses vão entrando... mas empenhados
no bom «look» e na fachada de rico.
Responder | Encaminhar | Convidar Fátima Mimi para o chat |
A sua mensagem foi enviada.
Responder
| mostrar detalhes 00:58 (há 1 minuto) |
Muito agradecido por esta informação.
Houve um blogue que transcreveu esta excelente intervenção. Por mim vou voltar à carga.
A capela tem, agora, um AVISO à população a dizer que a capela está fechada ao culto dos fiéis
por motivos de segurança.
por motivos de segurança.
É esta a Igreja Católica? São estes os Católicos? Preferem um caixote que dá para fazer patuscadas
a ter um local emblemático, apelativo à concentração e à oração?!
a ter um local emblemático, apelativo à concentração e à oração?!
Grandes Católicos que me saíram, a começar pelo Padre!
António Nunes
domingo, 25 de julho de 2010
ALEXANDRE HERCULANO NO 1º CENTENÁRIO
Esta placa toponímica e evocativa do 1º Centenário do nascimento de Alexandre Herculano encontra-se depositada (Junho de 2010) no Castelo de Leiria, no chão, juntamente com outros trabalhos de alvenaria, antigos, logo a seguir ao Portão de entrada principal.
Uma simples e mera sugestão poderíamos ser tentados a formular: agora, que decorre o ano de 2010, em que se está a comemorar o bicentenário de Alexandre Herculano, porque não dar um uso mais adequado a esta placa?
Porque não recolocá-la no seu poiso original, no próprio "Largo Alexandre Herculano"? Claro que seria honroso para a própria cidade de Leiria, que, ao lado desta placa fosse colocada outra placa ou outro tipo de evocação à data do bicentenário do nascimento de tão ilustre personagem da história e das letras portuguesas!
Se bem atentarmos nos pormenores do que está escrito nesta placa, verificamos que se faz referência à data de 28 de Abril de 1910. Na verdade, Alexandre Herculano nasceu em 28 de Março de 1810. É evidente que se poderá dizer que aquela data se reporta à data em que a evocação foi proclamada em Leiria. De qualquer modo, fica a suspeita de que alguém se terá distraído quando deu por concluído o trabalho. De notar que esta placa esteve colocada no próprio Largo em referência. Durante quanto tempo não tenho elementos disponíveis para precisar.
No ensejo desta nota evocativa de Alexandre Herculano é oportuno referenciar-se que:
"- Na parede do átrio do Teatro D. Maria Pia foi colocada uma placa comemorativa do 1º Centenário de Alexandre Herculano, como consta da acta da reunião realizada em 6.5.1910." João Cabral - Anais do Município de Leiria, vol. II - 2ª Edição 1993, CMLeiria.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Leiria - Um recanto fabuloso... num momento único
Ao descer para o Largo da Sé, em Leiria. Estávamos em Junho de 2010. As árvores que se podem observar, em pleno vigor:
Padreiro - falso plátano
Jacarandá em flor
Tília tomentosa
Repare-se no chão atapetado com as pétalas da flor do Jacarandá, que entretanto, iam caindo...
domingo, 13 de junho de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
À VOLTA DE LEIRIA
À volta de Leiria, na variante de ligação Norte à A1.
Em baixo, numa manhã solarenga, depois de muitas semanas de chuva, vento, frio...Na estrada do Alqueidão à Boavista - Leiria.
nota: estas fotos pretendia-se que tivessem ficado no post do "dispersamente" desta data. Mas não ficaram por causa da falta de espaço de armazenamento naquele blogue.
domingo, 7 de março de 2010
Leiria - No centenário da Cruz Vermelha Portuguesa
Largo do Papa Paulo VI - integrado toponimicamente no "Largo 5 de Outubro de 1910"
A silhueta altaneira do Castelo de Leiria a espreitar os telhados do casario do Centro Histórico
A Torre Sineira da Sé de Leiria. Talvez a única que fica em local substancialmente separado da própria igreja.
A Sé Catedral de Leiria vista do alto dum prédio fronteiriço, do outro lado do Largo da Sé.
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Estávamos em finais de Fevereiro de 2010

